O CEO da André Guimarães Engenharia e Infraestrutura, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, acompanha de perto uma contradição que persiste no Brasil há décadas: o país tem dimensões continentais, uma das maiores produções agrícolas e industriais do mundo e, ao mesmo tempo, um dos sistemas logísticos mais caros e ineficientes entre as economias emergentes. O problema não é falta de demanda, mas a falta de infraestrutura capaz de escoar essa demanda com eficiência.
O custo logístico brasileiro representa uma fatia desproporcional do PIB quando comparado ao de países com estrutura produtiva similar. Na prática, boa parte dessa ineficiência tem endereço: rodovias mal conservadas, ferrovias subutilizadas, portos com gargalos operacionais e uma matriz de transporte que ainda depende excessivamente do modal rodoviário para cargas que poderiam ser movidas com muito mais eficiência por trilhos ou hidrovias.
Por que a infraestrutura logística impacta diretamente a competitividade industrial?
Cada quilômetro percorrido com mais custo do que o necessário é uma perda que se acumula ao longo de toda a cadeia produtiva. De fato, uma indústria que paga mais caro para receber matéria-prima e mais caro para distribuir seu produto final opera em desvantagem competitiva estrutural. Dessa forma, essa desvantagem não desaparece com ganhos de produtividade interna, mas exige solução na infraestrutura.
Centros de distribuição bem posicionados em relação aos principais corredores logísticos são parte da resposta. Quando projetados e construídos com rigor técnico, eles funcionam como nós de uma rede que reduz o custo de última milha, melhora os prazos de entrega e aumenta a previsibilidade operacional de toda a cadeia.
Elmar Juan Passos Varjão Bomfim entende essa conexão entre engenharia e competitividade econômica. Por isso, projetar e executar infraestrutura logística de qualidade não é apenas uma entrega técnica, mas uma contribuição direta para a eficiência do sistema produtivo nacional.
Quais regiões concentram as maiores oportunidades em infraestrutura logística?
O eixo Centro-Oeste consolidou nos últimos anos sua posição como uma das fronteiras mais ativas para novos investimentos em infraestrutura logística, impulsionado pelo crescimento do agronegócio e pela necessidade de escoamento de produção em direção aos portos do Sul e do Sudeste. O Norte e o Nordeste seguem com déficits expressivos, mas com projetos em andamento que começam a atrair atenção do setor privado.

Por sua vez, São Paulo, Minas Gerais e Goiás concentram a maior parte dos novos centros de distribuição em desenvolvimento, tanto pelo volume de consumo quanto pela densidade da malha viária. De acordo com Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, a tendência de interiorização dos CDs, que busca terrenos mais baratos e maior proximidade com a produção, exige que a infraestrutura regional acompanhe esse movimento.
Muito além do galpão: engenharia de infraestrutura logística
Construir um centro de distribuição eficiente vai muito além de levantar paredes e cobrir uma área. Isso porque envolve a análise criteriosa de acessos viários, capacidade de expansão futura, sistemas de movimentação interna, automação de processos, eficiência energética e integração com modais de transporte disponíveis na região.
Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, com uma trajetória consolidada em obras de infraestrutura complexa, representa o padrão técnico que esse tipo de projeto exige. A diferença entre um CD bem construído e um que apenas atende ao básico aparece na operação diária, no custo de manutenção e na capacidade de adaptação às mudanças da cadeia logística ao longo dos anos.
Infraestrutura logística como política de desenvolvimento
Países que levaram a sério o investimento em infraestrutura logística colheram décadas de crescimento mais acelerado e distribuído. O Brasil tem os recursos naturais, a escala produtiva e o mercado consumidor. O que ainda falta, em muitos casos, é a infraestrutura que conecta esses elementos com eficiência.
Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, à frente da André Guimarães Engenharia e Infraestrutura, atua em um setor que tem papel direto na construção dessa conexão. Cada obra entregue com qualidade é um passo concreto na direção de um sistema logístico mais eficiente e de uma economia mais competitiva.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
