Envelhecer também envolve continuar participando da sociedade, tomando decisões e conhecendo os direitos que acompanham essa fase da vida. Yuri Silva Portela, pós-graduado em geriatria e fundador do projeto social Humaniza Sertão, alude que o acesso a informações confiáveis pode fortalecer a autonomia na terceira idade, ajudando a pessoa a reconhecer quando precisa buscar atendimento, orientação ou proteção.
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Por que conhecer os próprios direitos faz diferença?
A cidadania está presente em situações comuns, como acessar serviços de saúde, utilizar o transporte público, participar de atividades comunitárias ou buscar atendimento diante de uma necessidade. Quando a pessoa desconhece os recursos disponíveis, pode deixar de procurar uma solução simplesmente por não saber que ela existe. Ter acesso a orientações claras pode facilitar escolhas e reduzir a dependência de terceiros.
Na terceira idade, essa questão ganha importância porque algumas necessidades podem se tornar mais específicas. Informações sobre serviços públicos, benefícios, atendimento prioritário e mecanismos de proteção ajudam o idoso a identificar quais caminhos estão disponíveis diante de diferentes situações. Conhecer essas possibilidades também favorece uma participação mais ativa nas decisões que envolvem sua própria vida.
Entretanto, como ressalta o Doutor Yuri Silva Portela, conhecer direitos não significa apenas decorar regras. É preciso saber onde encontrar informações, como verificar se elas são confiáveis e quais instituições podem orientar cada caso. Quando esse conhecimento é aplicado ao cotidiano, a informação deixa de ser apenas um conteúdo e passa a contribuir para escolhas mais conscientes e para o exercício da cidadania.
Veja com o Doutor Yuri Silva Portela como a informação ajuda a preservar a autonomia
Autonomia envolve a capacidade de participar das próprias decisões. Para isso, a pessoa precisa compreender as alternativas que possui e as possíveis consequências de cada escolha. Quando outras pessoas decidem tudo pelo idoso, mesmo com a intenção de protegê-lo, existe o risco de reduzir sua participação. Por isso, oferecer apoio sem retirar o poder de escolha é parte importante de um cuidado respeitoso.

A informação contribui justamente para evitar essa dependência desnecessária. Saber como funciona determinado serviço, quais documentos podem ser solicitados ou onde procurar orientação permite que o idoso participe mais ativamente da resolução de seus próprios problemas. Quanto mais acessíveis forem essas informações, maiores podem ser as condições para que ele tome decisões de acordo com suas necessidades.
O Doutor Yuri Silva Portela aponta que esse processo está relacionado a uma visão mais ampla do envelhecimento. Preservar a autonomia significa considerar a pessoa para além de suas condições de saúde. A capacidade de escolher, perguntar e expressar preferências também faz parte de uma vida independente. Respeitar essas escolhas contribui para que o envelhecimento seja acompanhado de participação e protagonismo, sem deixar de oferecer o suporte necessário quando ele for solicitado ou realmente necessário.
Onde buscar informações confiáveis?
A internet ampliou o acesso a conteúdos sobre direitos e serviços, mas também aumentou a circulação de informações incorretas. Para o público idoso, isso exige atenção especial, sobretudo diante de mensagens compartilhadas em redes sociais que apresentam regras, benefícios ou supostas facilidades sem indicar fontes verificáveis. Antes de seguir uma orientação, é importante conferir sua origem e desconfiar de conteúdos que prometem vantagens imediatas ou solicitam informações pessoais.
Uma alternativa é priorizar canais oficiais de órgãos públicos, instituições reconhecidas e serviços diretamente responsáveis pela orientação procurada. Quando houver dúvida, também é importante evitar fornecer dados pessoais ou documentos antes de confirmar a legitimidade do contato, salienta o Doutor Yuri Silva Portela. Esse cuidado ajuda a reduzir o risco de golpes e evita que decisões sejam tomadas com base em informações desatualizadas ou incorretas.
